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quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Uma Câmara em descompasso com o estado de ânimo da população

Receio que a Câmara de Vereadores de Paulo Afonso tenha se transformado em uma instituição desarranjada de moral e bom senso, digo isso porque as ações parlamentares estão conjugadas com uma subserviência e bajulação nunca outrora vistas naquela casa.

Subserviência porque chega a ser humilhante o comportamento de viés servil aos desejos (ou deveria dizer caprichos) do prefeito. A Câmara, lamentavelmente, não se imiscui em assuntos cujo teor se contraponha às aspirações do Executivo, ainda que estes sejam notadamente de interesse público.

Bajulação porque já se tornou um ritual a concessão de títulos de cidadão, e o que é pior, sem qualquer critério, obedecendo apenas ao ego sedento de afeto dos “nobres” vereadores. Esta desarrazoada atitude da Câmara de Vereadores se apresenta nitidamente em descompasso com o grau de aceitação do pauloafonsino.

Os panegíricos apresentados naquele parlamento em favor de pessoas que não mantem o mínimo relacionamento com o município dão a exata medida do estado de puxa-saquismo no qual se encontra a Câmara de Vereadores.

Quando indagados a respeito do festival de títulos de cidadão pauloafonsino que a Câmara tem distribuído, alguns vereadores tentam justificar suas descabidas ações através do disparatado argumento de que apenas querem ser justos o que me faz citar Plutarco: “o cúmulo da injustiça é querer passar por justo sem ser”.

O fato é que a Câmara de Vereadores de Paulo Afonso há tempos se comporta de maneira contrária à razão, legislando em causa própria e à revelia dos anseios populares, assentada na bajulação e no servilismo, porém avessa a ética e a moral.


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terça-feira, 12 de maio de 2015

A Volta dos Mortos Vivos


Gosto de postar aqui no meu blog apenas textos de minha autoria, porém, de quando em vez, abro exceção para bons artigos como este escrito por Izaías Almada que republico abaixo. 




Escrevo ao som de panelas e gritos de crianças (coitadinhas) de “Fora PT”. O som, desagradável, incomoda mais pela ignorância, pela intolerância e pela tristeza de ver a que ponto pode chegar a manipulação de consciências.

Entorpecido pela campanha sórdida de uma imprensa que não pensa no país, mas tão somente em seus próprios interesses comerciais e corporativos, defendendo seu ultrapassado conceito de neoliberalismo como fruto de um pensamento e uma postura autocrática, para usar uma linguagem civilizada, e tendo ainda a seu favor a ajuda vergonhosa de juízes de direito que estão mais para capitães do mato e chefes de jagunços, o Brasil vem sendo aos poucos empurrado para a vala comum da idiotia, da intolerância, do preconceito e do ódio, se já não bastasse o baixo índice de politização de grande parte de sua sociedade.

Não é por acaso que o imortal que ninguém leu deita falação pelos jornais “convocando” o país a repudiar o ex-presidente Lula. Logo ele que abriu as comportas da Petrobrás para as grandes jogadas sem licitação e que, por pouco, não vende a empresa a preço de banana no mercado das almas. Ele que comprou a sua reeleição e que chegou com os apaniguados ao limite da irresponsabilidade. Ele e outros liderados de seu partido que outra coisa não fazem, após as eleições do ano passado, senão procurarem chifres em cabeças de cavalo. Hipocrisia em altíssimo grau.

Triste não é só ver tamanha hipocrisia, mas também o destempero ou a falta de competência para o cargo que ocupam ou ocuparam homens como Sérgio Moro, Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa, a docilidade e a crença de muitos brasileiros, ingênua até certo ponto, na expectativa de que esses homens e boa parte do poder judiciário brasileiro estejam preocupados em julgar com isenção, imparcialidade e fazer minimamente aquilo que nós pobres mortais aprendemos a considerar como justiça.

Com a ajuda da imprensa, cidadãos são julgados sem culpa formada. Com a ajuda da imprensa, ela mesma envolvida em grandes atos de corrupção ao longo de nossa história, outros cidadãos com graves culpas no cartório são mantidos acima de qualquer suspeita, muito embora não consigam explicar suas contas em paraísos fiscais.

Triste é perceber que o país votou nas últimas eleições (estamos falando do décimo quarto ano do século XXI) para a composição de um poder legislativo conservador e tacanho, cujas principais bancadas no Congresso Nacional estão ali apenas para defender interesses próprios ou de grupos e empresas que contribuem honesta e patrioticamente para a campanha dos eleitos, esses também em sua maioria sem qualquer compromisso com a nação brasileira.

Triste é perceber que a palavra “corrupção” perdeu todo e qualquer significado no Brasil contemporâneo, uma vez que é usada e banalizada por um conjunto de cidadãs ou cidadãos das mais variadas profissões, credos religiosos, partidos políticos, apenas para tentarem desclassificar adversários políticos, já que ela é praticada em maior ou menor escala no país há dezenas de anos desde a compra de falsas carteirinhas de estudante ou do guarda de transito na esquina, até depósitos de milhões de dólares em paraísos fiscais, seja na conta de um diretor de empresa estatal ou em sonegação de impostos.

Um país de dimensões continentais como o nosso e de imensa riqueza seja ela natural ou aquela construída pelas mãos de milhões de trabalhadores com o passar dos séculos, até agora, repito, início do século XXI, ainda não conseguiu se libertar do espírito predador de nossos descobridores e colonizadores e muito menos do selvagem uso da chibata e do vil garrote, eterno garante das leis no Brasil. E garante também de uma cultura de submissão.

E assim, aculturados que somos, vivemos, sobretudo nossas chamadas elites, seja lá o significado que isso tenha, entre ditaduras explícitas e simulacros de democracia, num jogo de faz de conta vergonhoso, onde a luta de classes é varrida para debaixo do mesmo tapete onde há dezenas de anos apodrecem algumas das maiores maracutaias econômicas, políticas e sociais.

E são exatamente os responsáveis diretos por tais maracutaias que hoje incentivam as ruas desmemoriadas a pedir intervenção militar para “moralizar” o Brasil e acabarem com a corrupção, mas de um único partido, numa demonstração acachapante de ignorância histórica, pobreza cultural, má fé e oportunismo político. O recente exemplo da senadora Marta Suplicy com sua ressentida defecção diz muito sobre a matéria e a tal elite. Shakespeare já tratou do assunto com grande sensibilidade há quase quinhentos anos.

O recente e selvagem espetáculo dado por um governador ignorante, no estado do Paraná, amparado ou mesmo incentivador – talvez – dos desmandos e armadilhas judiciárias e policialescas que ali surpreendem o país no dia a dia, fazem vir à tona o que de mais retrógrado e covarde pode produzir os que nada têm a oferecer à sociedade brasileira senão a cantilena sobre a corrupção alheia, quando a sua escondem nas páginas dos jornais e ficções televisivas, acobertadas que são pelas mentiras, pelas intrigas e, se necessário, por cassetetes, jatos d’água e balas (por enquanto) de borracha.

Em Curitiba surgiu e se consagrou de fato o símbolo da direita brasileira, o pitbull, sucessor do pastor alemão dos anos 30 em Berlim. As fotos e vídeos que o novo e principal partido da direita tentou esconder do país, o silêncio de seus principais dirigentes ou, o que é pior, o apoio implícito de alguns deles às cenas de selvageria contra professores estaduais, coloca em alerta o Brasil, fazendo renascer na América do Sul as sinistras imagens de alguns mortos vivos.

Afinal quando irão botar fogo no Reichstag e colocar a culpa no Partido dos Trabalhadores? Nos negros, nos nordestinos, nos judeus? Estamos quase lá.

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segunda-feira, 4 de maio de 2015

Um filme que é uma verdadeira prosa poética

O categórico absoluto carpe diem do poeta Horácio é a plataforma sobre a qual se apoia o encantador filme "Trem Noturno para Lisboa" (2013), do dinamarquês Bille August, adaptação do livro homônimo de Pascal Mercier. Com uma exuberante interpretação do ator britânico Jeremy Irons, o filme apresenta em seu Eu lírico uma busca incansável do professor suíço Raimund Gregorius pelo autoconhecimento.

Como uma epifania Raimund deixa a Suíça para trás e segue obsessivo para Portugal guiado pelos escritos de Amadeu do Prado (Jack Huston), escritor português que Raimund supunha estar vivo.

Tendo como paisagem a bela Lisboa, o filme oferece uma reflexão contemplativa de nossas ações durante a vida. Com um forte apelo poético "Trem Noturno para Lisboa" é, ao mesmo tempo, filosófico e repleto de indagações.


Um filme suave que foge aos clichês cinematográficos e sintetiza a beleza da vida de uma forma singela com um argumento absolutamente convincente.  
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quinta-feira, 23 de abril de 2015

Os 50 anos da MPB

No ano em que a Música Popular Brasileira completa cinquenta anos, infelizmente não temos muito o que comemorar. Atravessando um dos piores momentos da sua história, a MPB sofre com músicas e letras insipientes, além de viver uma crise de intérpretes.

Se no momento em que o país atravessou um dos momentos mais cruciais da sua história surgiram canções que estão gravadas até hoje no inconsciente coletivo como: “Alegria, alegria”, “Ponteio”, “Disparada”, “Roda Viva” e “Domingo no Parque”, atualmente nós vivemos o avesso do avesso. E qual seria a resposta para a degringolada da música brasileira?    

É simples: calcados no colonialismo cultural brasileiro, os mais diversos e asquerosos gêneros musicais tais como: sertanejo, pagode, axé, funk e congêneres se espalham como vírus alavancados pelos novos padrões de mídia eletrônica de massa.

Os adeptos desses bisonhos gêneros musicais e suas inaudíveis canções mantêm-se aparvalhados com essa linha de produto midiático que nada mais é do que um símbolo de consumo massivo.

Até acho que faltou sensatez a Ed Mota em suas recentes declarações sobre seus shows na Europa, mas não posso, em hipótese alguma, acusá-lo de arrogante e preconceituoso por dizer que a música é um trabalho que deve ser realizado com seriedade.

As contundentes críticas impingidas a Ed Mota por aqueles que não concordam com essa afirmação fazem coro à mediocridade dos que acham que a música deve flertar com as asneiras, ignorância e idiotismo de “músicas” como muriçoca, cujo autor dever ter o cérebro localizado no aparelho digestivo.  


É uma pena que nos seus cinquenta anos a MPB esteja “caminhando contra o vento, sem lenço, sem documento” sujeita a vontade de um pai que é foda e de um filho que é fodinha.
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sexta-feira, 10 de abril de 2015

Amamentar em público é um direito das mães

Vejo na TV que nos Estados Unidos estão sendo instaladas nos aeroportos, cabines criadas especialmente para as mães amamentarem seus filhos. De acordo com os idealizadores do projeto o objetivo é “melhorar a experiência da amamentação”, mas no fundo não passa de uma medida preconceituosa e de interesse financeiro.

Ora, eu entendo que o ato de amamentar, por ser um algo natural, deve ser extremamente espontâneo, e isolar a mãe e o filho durante esse momento tão sublime, além de intensificar uma cultura machista de que é falta de respeito e de vergonha da mãe, acaba por constranger a mãe uma vez que esta precisará se esconder sempre que for amamentar.

É lamentável como a sociedade brasileira, com seu medieval preconceito, dá conotação sexual a este ato de amor impingindo às mães um desconforto que finda por lhes tirar a liberdade de amamentar em lugares públicos.

Há dois anos Danilo Gentili, um idiota travestido de humorista, fez inúmeras “piadas” com Michele Maximino, a técnica em enfermagem que bateu o recorde mundial de doação de leite materno o que demonstra ignorância e hipocrisia, além de um preconceito atemporal.

A ilimitada hipocrisia da sociedade brasileira alega atentado ao pudor a amamentação em ambientes públicos, mas não se importa com a nudez despudorada na televisão em qualquer horário nem tampouco com a erotização infantil incentivada também pela TV.

Muitas mães já passaram pelo vexame de ter que amamentar dentro de um banheiro por exigência de gerentes de lojas de departamento e outros ambientes públicos e agora terão que se trancafiar dentro de uma cabine. Quem gostaria de comer dentro de um banheiro?

A amamentação é um direito da criança e uma obrigação da mãe, portanto qualquer que seja o motivo ou desculpa para tentar esconder esse gesto de amor e vida é, antes de tudo, um atentado à liberdade que fere um direito legítimo.  

     


  
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quarta-feira, 1 de abril de 2015

Moto Energia: meu evento, minha vida

A baixeza da prefeitura não tem limites e seu autismo social destrói a tudo e a todos. O modo de gestão do atual governo é defasado e não sabe como lidar com a autonomia dos movimentos sociais. A usurpação do Moto Energia pela prefeitura dá a exata medida do espírito dominador e corporativista desta gestão.

Planejamento estratégico visando o desenvolvimento do município definitivamente não existe, mas quando se trata de planejar a derrocada de qualquer agente social que busca tão somente contribuir com o avanço econômico, cultural ou artístico do município, o Poderoso Chefinho se mostra um verdadeiro expert nessa arte.

Recentemente um membro do grupo folclórico Cangaceiros manifestou publicamente sua insatisfação com a forma através da qual a prefeitura trata a entidade de caráter cultural.

Grupos de artes cênicas e outros tantos movimentos artísticos também expressaram insatisfação com o despotismo da prefeitura.

Á frente do Moto Energia desde sua criação, o Moto Clube Cavalo Doido sempre conduziu com excelência o evento, até que o ano passado a prefeitura resolveu vociferar seu Ad hominem contra Kleiton Ferraz, um dos mais empenhados realizadores do evento.

Não sei se a atitude da prefeitura foi de pura conveniência ou apenas e tão somente levar água para seu moinho e, assim, manter-se firme no seu protagonista papel de dominadora como sempre tem sido.

O fato, é que a PMPA com seu absolutismo medieval aliado ao contrassenso da Associação dos Motociclistas de Paulo Afonso (AMOPAF), conseguiu afastar o Cavalo Doido. A ingenuidade da AMOPAF lhe custaria caro e não tardou para que a associação descobrisse isso. A prefeitura agradeceu o apoio que recebeu, mas, como dizia Freud, o agradecimento envelhece rapidamente.


É verdade que o Cavalo Doido e a AMOPAF sempre se arranharam, mas a causa exigia união de forças e a insensatez da AMOPAF, deixando-se iludir pela falsa retórica do poder executivo, fez com que a associação desse um tiro no pé e quem dá tiro no pé não ajuda sua causa, apenas fica mancando e é o que está acontecendo agora, a prefeitura deu um chega pra lá na AMOPAF também e reina absoluta como dona de um evento que nunca lhe pertenceu.      
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